José Múcio Monteiro, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), atribuiu um prazo de mais de 30 dias para Dilma Rousseff se defender sobre suas contas de 2015.
O prazo se encerraria hoje (24), porém a defesa da presidenta afastada pediu uma prorrogação do prazo e o TCU atendeu o pedido.O TCU aprovou em junho alguns indícios de irregularidade na gestão Dilma que serão listados abaixo resumidamente.
Pedaladas
Uma das irregularidades seria a reedição dos atrasos, pelo governo, nos repasses de recursos a bancos públicos para pagamento de programas.
Crédito suplementar
Assim como argumento do impeachment, outro questionamento feito é sobre a abertura pelo governo Dilma de R$ 1,8 bilhão em créditos suplementares, entre julho e setembro de 2015, sem a autorização do Congresso, o que é vedado pela Constituição.
Dívidas com bancos
Outro argumento é o atraso no repasse de equalização de taxa de juros para programas como Plano Safra e Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operados, respectivamente, pelo Banco do Brasil e pelo BNDES.
Os juros cobrados pelo governo nesses programas é menor que o praticado no mercado. Para que o banco não tenha prejuízo, portanto, a cada seis meses o governo precisa fazer a equalização, ou seja, repassar recursos para cobrir a diferença entre as duas taxas.
Abertura de crédito por MP
A abertura de créditos extraordinários por meio de medidas provisórias, sem obedecer critérios constitucionais, foi outro ponto apontado pelo TCU.
Segundo a investigação do Tribunal, destacaram três medidas provisórias que juntas somam R$ 49,66 bilhões.
Impeachment
Em maio, o Senado aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, justificado pelas "pedaladas fiscais" realizadas em 2015 e pela autorização, por parte do governo, de despesas extras de R$ 2,5 bilhões, entre julho e agosto de 2015, mesmo ciente de que o gasto era incompatível com a meta fiscal.
Bom, parece que os argumentos e acusações são bem sérias e convincentes. Será que agora os planos de Dilma são voltar a presidência ou dar sorte de não ficar atrás das grades?

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